Arquivo de outubro, 2010

Scared of Lonely

Postado em Uncategorized com as tags , , , , em outubro 26, 2010 por Deivson Prescovia

Eu sempre me considerei e, sou considerado por alguns, uma pessoa forte. Eu sempre disse que eu não me importava com as coisas ruins ou aquelas que eu não compreendo e, ainda, estufava o peito dizendo que as feridas e dores me fariam forte no futuro. Eu sempre acreditei nisso e, mais do que isso, eu sempre me senti assim. Talves seja apenas fruto de uma imaginação fértil, ou, pela necessidade de se sentir bem. Olhar para o futuro, quando se está em uma situação onde você não consegue “ver”, pensar e, às vezes até, sentir nada é um bom escape, um refúgio. E, é nessas condições que eu sempre levei a minha vida, seja nas questões amorosas, profissionais, familiares, enfim, em tudo.

Escravo de uma mente fértil, é assim que eu me sinto diante de tantos pensamentos que me tomam durante todo o dia. Mesmo não querendo pensar, mesmo me negando a imaginar uma situação, ela, vira e meche, volta e se mostra. O pior é que eu posso fazer o que for, ouvir música, cantar, assistir um filme, um vídeo, praticar esporte, conversar, estar com a família, enfim, o que for, se o pensamento a imaginação tiver que brotar, ou melhor, quiser se mostrar eu sou “obrigado” a “ver”. Escrevendo isso, imagino que você possa estar falando: “Ele é louco? Isso é extremamente normal” ou “Nossa, que estranho e confuso”. Mas, acredito que essa é a forma mais clara de externar o que se passa na minha cabeça.

No entanto, algo, em especial, tem me angustiado e, até tirado o meu sono ultimamente – senti isso forte em 16 de Outubro às 3:00 da madrugada. Eu simplesmente não conseguia dormir. Me sentia cansado, exausto, queria dormir e descansar para realizar algumas atividades quando acordar, mas, eu não conseguia dormir. Como eu já disse, a minha mente é muito fértil e, ela não para de pensar e imaginar possibilidades, situções e possíveis atitudes que eu poderia ter tomado em determinadas situações. O que tanto me atormenta é o medo do futuro, o medo do amanhã, principalmente em relação à meu curso universitário.

Eu amo o mercado fonográfico, apesar de não ter nenhum “padrinho”, estou querendo me arriscar. Testes vocacionais sempre me direcionam para área artísticas e, já fui vocal de apoio da banda de meu tio e enfim. Vou cursar produção fonográfica, mas, realmente estou com muito medo do amanhã. Medo de não conseguir trabalhar na área que eu mais amo. Afinal, “São Paulo é a cidade onde os sonhos são realizados” e, outros são destruídos. Mas, espero que eu não seja parte do grupo que representa a segunda parte da frase anterior. Recentemente, tenho lutado para que o meu medo não me impessa de tentar. Mas, já tenho visões realistas sobre o futuro. Se até o segundo semestre do curso eu não estiver na área, então, acredito que seja melhor trancar a faculdade e, partir para uma segunda área.

Amado

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , , , em outubro 2, 2010 por Deivson Prescovia

O motivo da minha ausência é totalmente explicável: vestibular. Em 26 de Setembro, eu realizei o primeiro vestibular da minha vida e, fui aprovado. Como eu tive que estudar e revisar muitos conteúdos, permaneci ausente por um bom tempo da blogsfera e, ainda talvez permanece por algum tempo assim.

Esse tempo tem sido difícil para mim. Pouco antes (ou depois, juro que não me recordo ao certo), de ter postado “It’s Time To Be Brave”, eu conversei com Jonas e disse à ele que eu o amava muito, sem pedir nada para ele, eu apenas disse, depois dele ter me contado que tinha ficado com algumas meninas (ele é bissexual). Depois de muitas disculpas e pedidos de perdão, ele me disse que nós seríamos apenas amigos. Sem choro, eu senti meu coração gelado por um segundo e, um sentimento de arrependimento e libertação, simultâneamente, me envadiu.

É… Eu eu não chorei. Pensando agora, me sinto tão frio, gelado e, até mesmo, insensível. Mas, pensando bem, não adiantaria ter chorado. Isso não significa que eu fiquei triste, pelo contrário. Me senti destruído (coisa que sinto até hoje). Mas, segui em frente. Dia-a-dia, tenho em mente que eu não “posso pensar nele” e que ele é apenas um amigo e, “um amor do passado”.

Canções como “Never Ever”, de Ciara, e “Aqui”, de Ana Carolina, passaram a ter um sentido mais significativo na minha vida. Ora, eu tenho que esquecê-lo, mas, como fazer isso? Eu chego pensando nele. Eu sento a frente no computador e é nele que eu penso: visito perfil em redes sociais e “fiscalizo” seu twitter. Recentemente, recebi um mensagem dele pelo microblogging, twitter, pedindo para que eu entrasse no comunicador instantâneo e conversasse com ele.

Você, leitor, já pode imaginar o que ocorreu, né? Sim, claro que eu entrei. Mas, não é isso a que me refiro. Iludido na minha própria dor (melodramático esse momento), eu imaginei que ele me diria que estava confuso e que gosta de mim (eu realmente acreditei nisso). Ele veio falar comigo e disse que estaria viajando em breve, ele irá para a Flórida, nos Estados Unidos, com seu padastro – nada sério, ele só irá para trazer algumas máquinas (algo assim).

Eu sempre ouvi aquele ditado que “mente vazia é a oficina do diabo” e, naquele momento eu tive a impressão que a minha mente estava oca. Parecia que eu ouvia alguém falando: “E se ele arranjar alguém lá?”. Mas, isso eu relevei, o que me deixou intrigado e, hoje, ao escrever esse post eu tive a compreensão, é que ele disse que eu tinha o direito de saber. Conversando com algumas amigos, eu expus isso e eles me disseram que acham estranho ele dizer que eu tinha o “direito de saber”. Contudo, hoje eu sei, nada mais do que consideração, afinal, ele sempre me diz que eu sou seu melhor amigo.

O tempo passou, e, o vestibular e a universidade me deu um novo fôlego, pois, agora eu só pensava nos dois, porém, agora que eu já estou matriculado na universidade e, que tudo foi resolvido, eu estou com a cabeça livre e, acho que o diabo voltou a trabalhar.

Eu preciso confessar uma coisa: Eu me sinto triste quando imagino ele com outra pessoa. Quando imagino que ele está, por exemplo, se relacionando sexualmente com outra pessoa. É um sentimento estranho, mas, eu penso. Fico triste. Talves, sentimento e traição (eu sei, eu não deveria sentir isso, mas, eu não fui educado emocionalmente). Estou sentido isso nesse momento, pois, desde ontem ele “não dá as caras” na internet e, apesar disso não significar nada, eu sinto mais seguro quando vejo ele online. Sinto que eu tenho uma pista de onde ele está.

Eu sei que isso que eu faço é deprimente. Mas, eu não sei… Não sei nem o que argumentar. É tão difícil parar de fazer isso. Quando eu vejo já fiz e falo a mim mesmo: “Você não deveria  fazer isso. Deveria seguir em frente”. Tenho medo de beijar outros lábios pensando nos lábios dele. Me sinto perdido. Será esse o sentimento da perda?

Em um comentário no último post, Andrea, disse que “o perfume da rosa que te feriu, ainda está em suas mãos” e, eu acredito nisso. Eu precisava do ponto final que ocorreu, mas, mesmo assim a minha cabeça ainda insiste em pensar nele, meu coração ainda pensa em amá-lo, minhas mãos ainda querem abraça-lo, meus lábios ainda quer tocá-lo. Como diz Vanessa da Mata: “como pode ser gostar de alguém e, esse tal alguém, não ser seu?” e ainda “peço tanto a Deus, para lhe esquecer, mas, só de pedir, eu me lembro”. Estou confuso, nem sei mais o que escrever aqui. Talvez esteja repetindo a mesma história, mas, acho que eu preciso disso.

Quinta-feira, 30 de Setembro, fui à universidade realizar a minha matrícula e, depois de ter discutido com a minha mãe, resolvi ir sozinho – de transporte público. No metrô, observei um menino que era muito semelhante à Jonas. Pronto, eu não consegui para de olhar para o menino, que já havia percebido, mas,  para minha sorte, não se importou. Estou pensando seriamente em ir à um psicólogo. Essa é a vida, altas e baixos, risos e lágrimas, alegria e tristeza, tudo tão Ying e Yang.

Recentemente, Da Mata disponibilizou uma nova canção que, se pudermos uni-la com “Amado” será perfeito. Pois, na primeira, temos uma pessoa em uma situação semelhante a minha enquanto na segunda, “O Tal Casal”, ela declara: “Gostei de ser de quem me gosta… Eu aprendi”. É, parece que eu ainda não aprendi, porém, com calma e paciência, dores e alegria, vou seguindo em frente…

Lendo o blog de Kiko Riaze, me deparei com o post “Amar Pra Quê?“, onde ele me fez lembrar os ensinamentos budistas (pelo qual eu sou apaixonado, mas, pouco praticante – infelizmente): Segundo Buda, os seres humanos sofrem porque se apegam demais aos seus desejos. Na verdade, estou pensando seriamente em ir para um mosteiro (vihara) e ficar um bom tempo lá…

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 2.653 other followers