Scared of Lonely
Eu sempre me considerei e, sou considerado por alguns, uma pessoa forte. Eu sempre disse que eu não me importava com as coisas ruins ou aquelas que eu não compreendo e, ainda, estufava o peito dizendo que as feridas e dores me fariam forte no futuro. Eu sempre acreditei nisso e, mais do que isso, eu sempre me senti assim. Talves seja apenas fruto de uma imaginação fértil, ou, pela necessidade de se sentir bem. Olhar para o futuro, quando se está em uma situação onde você não consegue “ver”, pensar e, às vezes até, sentir nada é um bom escape, um refúgio. E, é nessas condições que eu sempre levei a minha vida, seja nas questões amorosas, profissionais, familiares, enfim, em tudo.
Escravo de uma mente fértil, é assim que eu me sinto diante de tantos pensamentos que me tomam durante todo o dia. Mesmo não querendo pensar, mesmo me negando a imaginar uma situação, ela, vira e meche, volta e se mostra. O pior é que eu posso fazer o que for, ouvir música, cantar, assistir um filme, um vídeo, praticar esporte, conversar, estar com a família, enfim, o que for, se o pensamento a imaginação tiver que brotar, ou melhor, quiser se mostrar eu sou “obrigado” a “ver”. Escrevendo isso, imagino que você possa estar falando: “Ele é louco? Isso é extremamente normal” ou “Nossa, que estranho e confuso”. Mas, acredito que essa é a forma mais clara de externar o que se passa na minha cabeça.
No entanto, algo, em especial, tem me angustiado e, até tirado o meu sono ultimamente – senti isso forte em 16 de Outubro às 3:00 da madrugada. Eu simplesmente não conseguia dormir. Me sentia cansado, exausto, queria dormir e descansar para realizar algumas atividades quando acordar, mas, eu não conseguia dormir. Como eu já disse, a minha mente é muito fértil e, ela não para de pensar e imaginar possibilidades, situções e possíveis atitudes que eu poderia ter tomado em determinadas situações. O que tanto me atormenta é o medo do futuro, o medo do amanhã, principalmente em relação à meu curso universitário.
Eu amo o mercado fonográfico, apesar de não ter nenhum “padrinho”, estou querendo me arriscar. Testes vocacionais sempre me direcionam para área artísticas e, já fui vocal de apoio da banda de meu tio e enfim. Vou cursar produção fonográfica, mas, realmente estou com muito medo do amanhã. Medo de não conseguir trabalhar na área que eu mais amo. Afinal, “São Paulo é a cidade onde os sonhos são realizados” e, outros são destruídos. Mas, espero que eu não seja parte do grupo que representa a segunda parte da frase anterior. Recentemente, tenho lutado para que o meu medo não me impessa de tentar. Mas, já tenho visões realistas sobre o futuro. Se até o segundo semestre do curso eu não estiver na área, então, acredito que seja melhor trancar a faculdade e, partir para uma segunda área.