Arquivo de dezembro, 2010

Stronger

Postado em Uncategorized com as tags , , , , em dezembro 5, 2010 por Deivson Prescovia

Já ouviu aquela frase: “Quem é vivo…”, por isso estou aqui de novo. Depois de tantos acontecimentos e vontade de contar, mas, preguiça de digitar resolvi tentar escrever tudo o que acontecer nesse tempo que estive ausente do blog. Finalmente, (quase) terminei o ensino médio, apesar de ter ficado de recuperação em Matemática (matéria que eu realmente entendo completamento, sabe?) por um ponto. Agora, vem a preocupação do curso universitário, que tem me assolado muito: que curso? O futuro que ele me proporcionará? A instituição de ensino? Mensalidade ou “gratuidade” (no caso, porque iria prestar a FUVEST).

Por falar em FUVEST, algo muito triste aconteceu comigo. Assim que a fundação abriu inscrições para seu vestibular, eu me inscrevi, apesar de estar meio relutante pelo fato de me achar despreparado e ser a prova que poderia me levar para uma das melhores universidades do mundo, USP. Além disso, meu medo é que eu não estava dando tanta importância para a prova. Não estava me preparando para isso. No dia da prova, fiquei esperando meu tio me levar para o local onde eu fui fazer a prova. O trânsito e o fato de sair-mos de casa fez com que o tempo virasse nosso inimigo (mas, até ai tudo bem. O tempo e eu nunca tivemos um bom relacionamento mesmo). Depois de muito rodar, encontramos a rua do local (Universidade Anhembi Morumbi – Vila Olímpia) e, ao chegarmos lá tive um triste notícia: “Você está dois minutos atrasado e, por isso, você não poderá entrar e realizar a prova”. Imediatamente eu pensei em sair dali, mas, minha tia ainda tentou ver se eu conseguia entrar. Depois de quase ter gritado para ela, eu entrei no carro e, o silêncio se instaurou. Pelo retrovisor, eu percebi que a minha tia estava olhando para o meu rosto, que já se enchera de lágrimas, enquanto eu olhava para fora do carro.

Henzo Hülle

Pensativo, começei a me questionar o porque isso tinha acontecido e, começei a me julgar, argumentando que se eu tivesse me programado melhor isso não teria acontecido. Não se ouviu nada durante o trajeto de volta para casa. Quando cheguei, fui direto para o meu quarto. Meus avós estranharam a minha presença, com razão, afinal, deveria estar realizando a prova naquele momento, mas, eu não respondi nada e corri para o quarto sem falar com ninguém. No quarto, deitei na cama e começei a chorar. Não havia mais o que fazer, apesar lamentar o leite que já estava derramado e, no meu caso, azedado. Minha tia veio atrás de mim, e em todos os cantos da casa era possível ouvir o som do soluço do meu choro. Apesar do conforto dos meus familiares, eu só fui me “recuperar” no dia seguinte. Apesar de um certo momento eu ter “desprezado” a FUVEST, eu não queria que isso tivesse ocorrido. Todos da minha família estavam acreditando em mim e na minha capacidade. Entretanto, sem estudar não ficarei, ano que vem cursarei “Produção musical” na Universidade Anhembi Morumbi.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 2.653 other followers