Stronger
Já ouviu aquela frase: “Quem é vivo…”, por isso estou aqui de novo. Depois de tantos acontecimentos e vontade de contar, mas, preguiça de digitar resolvi tentar escrever tudo o que acontecer nesse tempo que estive ausente do blog. Finalmente, (quase) terminei o ensino médio, apesar de ter ficado de recuperação em Matemática (matéria que eu realmente entendo completamento, sabe?) por um ponto. Agora, vem a preocupação do curso universitário, que tem me assolado muito: que curso? O futuro que ele me proporcionará? A instituição de ensino? Mensalidade ou “gratuidade” (no caso, porque iria prestar a FUVEST).
Por falar em FUVEST, algo muito triste aconteceu comigo. Assim que a fundação abriu inscrições para seu vestibular, eu me inscrevi, apesar de estar meio relutante pelo fato de me achar despreparado e ser a prova que poderia me levar para uma das melhores universidades do mundo, USP. Além disso, meu medo é que eu não estava dando tanta importância para a prova. Não estava me preparando para isso. No dia da prova, fiquei esperando meu tio me levar para o local onde eu fui fazer a prova. O trânsito e o fato de sair-mos de casa fez com que o tempo virasse nosso inimigo (mas, até ai tudo bem. O tempo e eu nunca tivemos um bom relacionamento mesmo). Depois de muito rodar, encontramos a rua do local (Universidade Anhembi Morumbi – Vila Olímpia) e, ao chegarmos lá tive um triste notícia: “Você está dois minutos atrasado e, por isso, você não poderá entrar e realizar a prova”. Imediatamente eu pensei em sair dali, mas, minha tia ainda tentou ver se eu conseguia entrar. Depois de quase ter gritado para ela, eu entrei no carro e, o silêncio se instaurou. Pelo retrovisor, eu percebi que a minha tia estava olhando para o meu rosto, que já se enchera de lágrimas, enquanto eu olhava para fora do carro.
Pensativo, começei a me questionar o porque isso tinha acontecido e, começei a me julgar, argumentando que se eu tivesse me programado melhor isso não teria acontecido. Não se ouviu nada durante o trajeto de volta para casa. Quando cheguei, fui direto para o meu quarto. Meus avós estranharam a minha presença, com razão, afinal, deveria estar realizando a prova naquele momento, mas, eu não respondi nada e corri para o quarto sem falar com ninguém. No quarto, deitei na cama e começei a chorar. Não havia mais o que fazer, apesar lamentar o leite que já estava derramado e, no meu caso, azedado. Minha tia veio atrás de mim, e em todos os cantos da casa era possível ouvir o som do soluço do meu choro. Apesar do conforto dos meus familiares, eu só fui me “recuperar” no dia seguinte. Apesar de um certo momento eu ter “desprezado” a FUVEST, eu não queria que isso tivesse ocorrido. Todos da minha família estavam acreditando em mim e na minha capacidade. Entretanto, sem estudar não ficarei, ano que vem cursarei “Produção musical” na Universidade Anhembi Morumbi.

junho 22, 2011 às 11:21 pm
6 meses depois, espero que vc esteja bem!
outubro 2, 2011 às 11:20 am
Olá Rodrigo!
Obrigado por se preocupar, mas, eu estou bem. Houve apenas um probleminha que me fez afastar do blog. Mas, contarei sobre isso no próximo post!